Finais de semana com circo nas alturas

Resistência, impulso e o corpo livre no ar. Os artistas nos transmitem a sensação de flutuar. Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão, esse roteiro é pra quem acredita no sonho de voar.

Dia 15, sábado:

Halka

Para quem gosta de ver artistas de circo voando alto, uma boa pedida é começar o sábado no centro de São Paulo, no Sesc Parque Dom Pedro II. Às 16h, começa o espetáculo Naufragata, do coletivo franco-italiano Circo Zoé, que mescla muitas habilidades e aparelhos circenses, como corda bamba, mastro chinês, acrobacias aéreas e roda cyr. Tudo isso num cenário que representa um barco que naufragou, onde o comandante lidera uma banda que toca música ao vivo e faz algumas graças.

Em seguida, que tal dar uma esticada até Guarulhos para conhecer a mais nova unidade do Sesc? Há tempo suficiente para conhecer as instalações e, em seguida, assistir a Halka, do Groupe Acrobatique de Tanger, do Marrocos. A acrobacia é a essência do espetáculo. Os artistas encenam números como pirâmides e saltos mortais em um enredo que ressignifica essa modalidade artística, com o objetivo de desafiar e atualizar a tradição acrobática marroquina. Em tempo: a trilha sonora é executada ao vivo por dois artistas, com cânticos, percussões e instrumentos de sonoridade típica marroquina.

Dia 16, domingo:

Neste dia, o roteiro é menos exigente em termos de locomoção. Basta chegar ao Sesc Pinheiros, que terá duas atrações nas alturas. Às 15h, tem início a intervenção Vincles,da companhia Circ Bover. Em um clima onírico e festivo, os artistas exploram ao máximo as possibilidades do bambu, numa estrutura móvel de sete metros de altura, feita com caules dessa planta.

Backbone

Aproveite o espaço da unidade para passear, ler, tomar um lanche, um café. Sem pressa, porque às 18h começa o espetáculo Backbone, do grupo australiano Gravity & Other Myths. É a virtuose das acrobacias, da sincronia perfeita, dos movimentos a um tempo impactantes e milimetricamente calculados.

Dia 22, sábado:

Para mais um final de semana cheio de atrações nas alturas, comece o dia no Sesc Bom Retiro com o espetáculo infantil Wendy e Peter, da Cia Linhas Aéreas. A dramaturgia une circo, teatro, dança contemporânea e kung fu. A encenação ocorre numa árvore cenográfica de ferro de quatro metros de altura, que serve de suporte para voos suspensos por tecidos, elásticos, faixas e cordas. As aventuras das personagens são narradas pela ótica feminina, tendo Wendy como protagonista.

Wendy e Peter

Em seguida, a dica é seguir para a nova unidade do Sesc, em Guarulhos! Quando você chegar, já estará acontecendo a intervenção Parque do Circo, que vai das 14h às 18h e proporciona aos participantes experimentar práticas de circo, como malabares, pontaria, equilíbrio, jogos coletivos, acrobacia, aéreos e caracterização. Após uma passadinha na intervenção, a pedida é o espetáculo Guadual, da Cia Cíclicus, do Equador, que será apresentado às 20h no teatro. A trama fala de uma companhia de circo que é abandonada numa estrada e acolhida por camponeses. O cenário reproduz um bambuzal. Os artistas ensinam truques circenses aos anfitriões, que, por sua vez, mostram aos forasteiros como lidar com o bambu. Um encontro poético da arte com a natureza. Acrobacias são realizadas a 7,5 metros do chão!

Dia 23, domingo:

Domingo é um bom dia para ir ao centro de São Paulo ver Maiador no Sesc Parque Dom Pedro II, às 15h. O espetáculo tem forte inspiração na cultura regional brasileira. O cenário é simples, composto apenas por um mastro chinês, no centro, e pelas cordas que o sustentam. Mas os artistas capricham. Do alto do mastro ao nível do chão, eles realizam vários tipos de acrobacias, números de equilíbrio e capoeira, ao som de samba de roda e baião.

Maiador

Quem conseguir chegar mais cedo vai poder curtir a intervenção Enxame, que começa às 13h na mesma unidade. Nesse trabalho, o coletivo Circo Enxame utiliza alegoricamente o modo de vida das abelhas e a figura do apicultor para discutir temas sensíveis ao homem contemporâneo, como a questão da individualidade versus coletividade.

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