O Resumo da Ópera

Artistas dos quatro cantos do planeta, técnicas variadas e materiais pra lá de inusitados. Acrobatas, dançarinos, músicos e atletas. Circos é isso, e muito mais.

Difícil explicar o que foi o Circos – Festival Internacional Sesc de Circo. Talvez os números ajudem a dar um panorama do evento: 31 espetáculos, entre apresentações e intervenções, 15 ações formativas relacionadas ao universo circense, em 13 unidades da capital. Uma torre de babel quando se trata de estilos artísticos, mas todos extremamente bem costurados entre si, resultando em grande riqueza de técnicas, e ricas sensações para o público (o respeitável). Afinal, não é todo dia que você vai ao circo e dá de cara com arqueiros disparando flechas com uma precisão milimétrica.

Sim, teve arqueiros e muito mais! Palhaços que tocavam violino até de ponta cabeça (e aliás, divinamente); aconteceu durante o Circos também. Um grupo de acrobatas que fizeram da precisão de seus movimentos um balé de formas tão exato, que pareciam um, dez, cem deles. Ilusão de ótica e magia no palco. Voltamos a ser todos crianças, nos surpreendemos, o ar fica preso no pulmão enquanto a trapezista não termina seu salto em segurança. Artistas que com o uso de cestos e materiais naturais como bambus, objetos de grande simplicidade, fizeram apresentações de uma enorme complexidade. Um palhaço de humor ácido e desiludido contou suas memórias e mágoas, uma artista caminhou sobre uma superfície de ovos, e outros improvisaram de acordo com o público presente, criando assim sempre um show diferente por apresentação.

“… Trata-se de oportunidade relevante para reafirmar uma vocação de criatividade e beleza, de transformação das dinâmicas cênicas que, em diálogo contínuo, fazem a produção contemporânea do Circo mundial se confrontar, se revelar e se atualizar com a tradição da linguagem”. Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc.

Quem teve a chance de assistir a alguns espetáculos, pode ver ao vivo essa criatividade e beleza nos cenários, nas trilhas sonoras tão bem colocadas e escolhidas, nos detalhes das roupas e as vezes até na ausência delas, revelando toda a força física da dedicação dos artistas do circo. Linguagens clássicas e modernas passaram pelo palco das 13 unidades da capital, demonstrando ao espectador que o circo também se reinventa, se refaz, e atinge linguagens que até então pareciam pertencer a outras esferas artísticas, mas que na verdade estão todas bem amalgamadas e representadas na grande tenda do circo, que generosamente abraça tudo e todos.

E tiveram inúmeras curiosidades e bizarrices também: uma sonâmbula que tinha medo de dormir, uma mulher que sozinha era um circo inteiro, acrobatas de olhos vendados que exploraram ao máximo a cumplicidade entre eles. Sim, é muito difícil explicar tudo o que aconteceu o durante os dias do festival Circos, mas lhes asseguro que teve tudo isso e muito mais. E ao final, a gente pede bis. 😉

Queremos ouvir vocês agora! Gostaríamos de saber sua opinião sobre o festival. Tem uma pesquisa elaborada pela curadoria e seria muito importante saber o que você achou, quantos espetáculos assistiu, em que unidade…

Não precisa fazer nenhum malabarismo para preencher. São no máximo 5 minutinhos da sua atenção. Só clicar aqui.

Escrito por
Paola Brunelli